HISTÓRICO
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Red Bulletin: Uma breve história no tempo



Ron Dennis proibiu, Bernie Ecclestone elogiou, Alonso tem sempre um na mão. Onze entre dez pilotos da Fórmula-1 garantem que Red Bulletin é a publicação mais lida no paddock...depois dos boletins de classificação, claro. Em 2007, o Red Bulletin chegou para arrancar risos nos boxes da Stock Car e mexeu com o paddock da maior categoria de automobilismo nacional. Agora, boa notícia para alguns, ruim para outros, o "Jornal de Stock Car Quase Independente" segue para o mundo digital. E o mais importante, sem cortes.

Sonhando acordado
Pouco comum na Fórmula 1, rir de si mesmo nunca foi problema para uma empresa de bebidas energéticas que, inesperadamente, comprou a então equipe Jaguar pouco antes do início da temporada de 2005 da F1. Quando David Coulthard e Christian Klien estrearam o novo RB1 no GP da Austrália daquele ano, Dietrich Mateschitz já havia concebido uma solução para o problema da falta de bom-humor no paddock. Um jornal. Escrito, projetado e impresso dentro dos autódromos. A fórmula? Uma equipe de 25 profissionais, um ônibus-redação e uma impressora Heidelberg de 7,5 toneladas. Assim, no GP de Mônaco de 2005, nascia o Red Bulletin.
Uma revista para o paddock da F1: Ágil, inteligente e irônica. É isso, explicou Mateschitz ao apresentar sua idéia a um grupo de jornalistas em fevereiro daquele ano. Meses depois, confrontado com o sucesso da publicação, admitiu: Nada mau para uma idéia que tive às duas e meia da madrugada... E nada surpreendente para o homem que, 20 anos antes, havia experimentado um tônico esquisito na Tailândia e decidido levar a fórmula, com outro nome e algumas alterações, para sua Áustria natal, e de lá para o mundo.


O nascimento
A estréia da Red Bull Racing na F1 já veio acompanhada pelo Bulletin, na abertura da temporada 2005. Três meses depois, em Mônaco, nascia o formato atual: 24 páginas em papel de alta qualidade, para distribuição no paddock. O sucesso foi imediato: Inovação é a marca registrada da F1, e o Bulletin representa isso perfeitamente, elogiou o dirigente da categoria, Bernie Ecclestone.


A repercussão
Talvez ninguém tenha ficado tão fascinado com a idéia de um jornal inteiramente criado e impresso dentro dos autódromos da F1 quanto os próprios jornalistas. A apologia ao Bulletin se espalhou pelos principais jornais e revistas do mundo, como, por exemplo, o Times de Londres, jornal mais importante da Inglaterra. "O Red Bulletin faz um trabalho esplêndido ao apanhar a formalidade pomposa da F1 e forçá-la a rir de si mesma."

O recorde
A popularidade do Bulletin no paddock transformou o jornal em item de colecionador para os fãs da F1. O clamor popular foi atendido no GP da Inglaterra de 2006, quando o Bulletin foi encartado em revistas de automobilismo da Europa e disponibilizado em bancas pela primeira vez. O resultado foi uma tiragem recorde: 300 mil exemplares.


A marca dos 100
Com quatro edições publicadas a cada GP (sexta, sábado, domingo pela manhã e domingo após a corrida), o Bulletin chegou a sua centésima edição na F1 em apenas 14 meses, no GP da Alemanha de 2006. A essa altura, o jornal já havia se consolidado como souvenir disputado a tapas no paddock, principalmente pelos profissionais que teriam longos vôos de volta para casa no domingo à noite...


A consagração
Flagrar imagens de grandes nomes de olhos vidrados no Bulletin virou tradição. Do goleiro Oliver Kahn ao folclórico Flavio Briatore, visitantes e moradores. do paddock raramente resistem à leitura do jornal. O auge do fenômeno veio na penúltima prova da temporada de 2006, no Japão, quando Fernando Alonso, comemorando sua vitória e título quase certo ainda de macacão e capacete, recebeu a cópia do Bulletin com ele próprio na capa, celebrando sua vitória e título quase certo!


O índex
O estilo irreverente do Bulletin, felizmente, não agrada a todos - se agradasse, alguma coisa estaríamos fazendo errado! O mais célebre crítico do jornal quase independente é o chefe da equipe McLaren na Fórmula 1, Ron Dennis, que, medievalmente, censurou a leitura do Bulletin dentro das dependências do time prateado. Eu não gosto desse jornal. Não gosto do que ele representa, não gosto da sua qualidade, e não gosto da maneira que ele debocha de pessoas de todas as equipes que estão aqui tentando fazer o seu trabalho.


Dominando o mundo
A partir de 2006, o Bulletin deixou de ser um veículo exclusivo dos paddocks da Fórmula 1 e passou a circular em outras arenas, como jogos de futebol e competições de esqui. Em 2007, a expansão foi radical: o jornal tornou-se parte do Red Bull Air Race World Series, acompanhou a estréia do Team Red Bull na Nascar e estréiou em vários eventos culturais, como o New York Fashion Show e o MTV Awards inglês.


Em Português
É justamente a estréia do Red Bull Air Race em solo brasileiro que trouxe a tiracolo a primeira edição do Bulletin totalmente em português. Na etapa do Rio de Janeiro da Fórmula 1 dos ares, milhares de edições do Bulletin no idioma de Camões são distribuídas em meio ao público de 1 milhão de pessoas na Enseada de Botafogo.


Faltava a Stock Car
Assim como a Fórmula 1 é o ápice do automobilismo mundial, a Copa Nextel Stock Car representa o topo do esporte a motor brasileiro. A estréia do jornal quase independente na Stock vem, como na F1, poucos meses após os carros da Red Bull Racing começarem a brigar por resultados dentro das pistas. Todo domingo pela manhã, o Bulletin está disponível no paddock e nas arquibancadas da Stock, logo após ter sido impresso durante a madrugada, com todas as informações quentes do fim de semana - inclusive, com o grid de largada para a prova que começa em poucas horas. "Ágil, inteligente e irônico", como o irmão mais velho.


 
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